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Castelo de Vide recebe em 2013 festival "Andanças" com mais de 20 mil participantes.

19-03-2013

Mais de 20 mil participantes oriundos dos vários continentes e cerca de mil voluntários são esperados no festival "Andanças", que decorre em agosto de 2013, em Castelo de Vide, no Alentejo. A iniciativa, promovida pela Associação para a Promoção da Música e Dança "PédeXumbo", com o apoio do município, vai decorrer entre os dias 19 e 25 de agosto, junto às margens da albufeira de Póvoa e Meadas,

Castelo de Vide recebe em 2013 festival "Andanças" com mais de 20 mil participantes.

Festival "Andanças"

Mais de 20 mil participantes oriundos dos vários continentes e cerca de mil voluntários são esperados no festival "Andanças", que decorre em agosto de 2013, em Castelo de Vide, no Alentejo. A iniciativa, promovida pela Associação para a Promoção da Música e Dança "PédeXumbo", com o apoio do município, vai decorrer entre os dias 19 e 25 de agosto, junto às margens da albufeira de Póvoa e Meadas, no concelho de Castelo de Vide. Em declarações à BilheteiraOnline, a organização destaca que o festival "Andanças" pretende promover a música e as danças populares, "enquanto meios privilegiados de aprendizagem e intercâmbio entre gerações, saberes e culturas, tendo por base a cultura participativa".

O Andanças é um dos festivais mais ambicionados pelos amantes da dança. Como se definem o cartaz deste ano?

O Andanças vive de uma diversidade de oferta pouco comum. Desde a dança portuguesa, à europeia, à africana e da América do sul; sem descurar concertos folk e intimistas. É possível num único dia aceder a muitas dezenas de oficinas de danças, musica e de outras artes, dezenas de concertos, dezenas de tertúlias, dezenas de actividades de natureza. O Formato do festival está desenhado de forma a que cada participante usufrua de oficinas, de baile e de concertos. O enfoque está sempre na dança tradicional seja ela europeia, seja salsa, seja samba, seja street dance.

Qual é o conceito do festival?

O Andanças é um festival que promove a música e a dança populares enquanto meios privilegiados de aprendizagem e intercâmbio entre gerações, saberes e culturas. Com um olhar dos dias de hoje, o Andanças propõe-se reavivar hábitos sociais de viver a música retomando a prática do baile popular através de múltiplas abordagens às danças de raiz tradicional, portuguesas e do mundo, com vista à recuperação das tradições musicais e coreográficas, fundindo-as com elementos contemporâneos. Assim, é possível aprender no Andanças mais de meia centena de estilos de dança diferentes: este é o resultado das sinergias que se geram entre cidadãos do mundo ávidos de partilhar saberes. Desde as danças portuguesas, africanas, danças ao estilo americano e às diversas danças europeias: húngaras, balcânicas, bascas, ciganas, bálticas, belgas, do Poitou, italianas, galegas, catalãs, mediterrânicas, etc. Para além de alimentar a curiosidade pela diversidade, o Andanças procura ainda lembrar que a música popular (também) é sinónimo de identidade e muitas vezes da sua sobrevivência.

Este ano o Andanças mudou de local. Alguma razão em especial para transferir o Festival este ano para Castelo de Vide?

2012 foi dedicado a repensar o festival em todas as suas facetas. Após 17 anos de festival entendemos fazermos uma reestruturação. Passou também por escolher um novo local. Durante 15 anos fixamo-nos em S. Pedro do Sul. O Andanças tem exigências ambientais que percebeu não serem possíveis no local tradicional. Agora de raiz, em Castelo de Vide será possível montar o festival de acordo com os principio que defendemos.

O que levou a Pédexumbo a criar o Andanças?

Seguindo uma tendência já existente em alguns países europeus, em 1996 decidimos implementar o conceito em Portugal, acreditando que era possível colocar toda a gente a dançar danças tradicionais. O objectivo prendia-se também com a pacificação da cultura tradicional portuguesa. Dar relevo às coreografias nacionais tal como os espanhóis dão ao flamenco e como os argentinos dão ao tango. O objectivo na época era fazer com que se dançasse o "vira" por ex.com orgulho, num formato social de festa e não de representação, tal como conhecemos nos ranchos.

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