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Distrito Sala

ENTREVISTA SOBRE O DIA MUNDIAL DO TEATRO

23-03-2018

A BOL celebra o Dia Mundial do Teatro, no próximo dia 27 de março, com uma entrevista a Filipe La Féria, um dos maiores nomes do espetáculo em Portugal! O homem que revolucionou o teatro musical estremece ao abrir do pano, perante uma plateia cheia que aplaude de pé. O nosso aplauso vai para ele... E viva o Teatro!

ENTREVISTA SOBRE O DIA MUNDIAL DO TEATRO

Filipe La Féria

Uma vida dedicada aos palcos!

Filipe La Féria começou a sua carreira como ator no Teatro Nacional, em 1963, integrou várias companhias de renome e encenou mais de cem peças de teatro.

 

 

Entre as peças que encenou qual ou quais foram as que mais o marcaram?

 

“Passa por mim no Rossio” e “Amália” foram sucessos incomparáveis. Mas também “Música no Coração”, “Jesus Cristo Super Star”, “Um Violino no Telhado”, “West Side Story”, entre mais de cento e cinquenta espetáculos que realizei.

 

 

Na estreia de uma peça sua, qual é o momento por que mais anseia ou que o deixa mais nervoso: o abrir ou o cair do pano?

 

O abrir do pano, quando tudo está em risco. É esse o fascínio do Teatro e da vida.

 

 

Tem alguma superstição ou ritual quando estreia uma peça que gostasse de partilhar connosco?

 

Não sou supersticioso, mas sou religioso. Vou sempre à capelinha da nossa senhora da Saúde e ponho uma vela. É Lisboa...

 

 

Que peças ainda lhe falta encenar?

 

Milhares. Precisava de viver pelo menos até aos 250 anos e mesmo assim não bastava.

 

 

Se tivesse a capacidade de voltar a trazer à vida um grande ator, ou alguém ligado ao mundo do espetáculo que muito admira, e que já tenha morrido, quem seria?

 

O António Cruz e a Bette Davis.

 

 

Escolha entre um teatro sempre cheio ou uma plateia que aplaude de pé...

 

Uma plateia que aplaude em pé num teatro completamente esgotado.

 

 

Qual foi o momento mais hilariante que viveu num teatro durante a sua carreira?

 

Muitos! Em 52 anos de Teatro já me ri muito... Talvez no espetáculo as “As Fúrias” quando um cão que o Raul Solnado levava para cena fugiu para a plateia e pôs o público e os atores todos a rir.

 

 

E o mais constrangedor?

 

Quando uma plataforma do musical “Amália” caiu e alguns atores tiveram de ir para o hospital.

 

 

Continua a ser difícil viver do teatro em Portugal?

 

Muitíssimo. Sobretudo com os impostos que temos de pagar ao Estado. Não ajudam e ainda por cima levam-nos o pouco dinheiro que temos. É injustíssimo e o público não tem noção disso.

 

 

O teatro português, e não só, está melhor ou pior do que no século passado?

 

Está muito pior. Sobretudo pela falta total de apoio do Ministério da Cultura e pelos impostos que somos obrigados a pagar para sobreviver.

 

 

Filipe La Féria

Encenador

 

 

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