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Distrito Sala
Detalhe Evento
MARIA DO CÉU RIBEIRO & PAULO MOTA - O amigo secreto

MARIA DO CÉU RIBEIRO & PAULO MOTA - O amigo secreto

Teatro & Arte | Teatro

Teatro Municipal Rivoli

Outros Espaços
Classificação Etária
Maiores de 6 anos
Bilhete Pago
A partir dos 3 anos
2019
jul
05
a
2019
jul
06
Realizado

Duração

60 minutos

Promotor

Câmara Municipal do Porto

Sinopse

Teatro
Sex 5 Jul / 21h00
Sáb 6 Jul / 19h00

MARIA DO CÉU RIBEIRO & PAULO MOTA
O amigo secreto
Estreia

RIVOLI Palco do Grande Auditório


Maria do Céu Ribeiro, 48 anos, atriz, e Paulo Mota, 27 anos, ator

O Teatro Municipal do Porto desafiou os Amigos do TMP a participarem num projeto continuado, a ser estreado em julho. Para o efeito, decidimos convidar-vos para orientarem estas sessões e pensarem num projeto que pudesse dar palco a estes espectadores, fundamentais para a prossecução do nosso trabalho. Quando vos fizemos o convite, o que pensaram sobre ele?
Maria do Céu Ribeiro (MCR) Quando me fizeste o convite, saltaram-me logo ideias à volta da origem da palavra amizade. Amizade, amor, laços de hospitalidade. Foi muito imediata a associação à ideia de partilha propriamente dita, da troca que estas relações implicam. Há sempre uma relação de troca. Mas há sempre uma sensação de procura, descoberta do desconhecido, do que é secreto e o que não é secreto, o que queremos mostrar e não queremos mostrar, e as pessoas que participam no projeto são muito importantes neste processo.


E tu Paulo, como encaraste este desafio e proposta para um trabalho de longa duração como este?
Paulo Mota (PM) Eu fiquei curioso por perceber com que grupo iria trabalhar, na sua diversidade, porque é difícil desenvolver um projeto sem perceber com quem é que ele vai ser feito. Aceitei o desafio pela curiosidade e secretismo do que seria trabalhar com alguém que não se conhece.


Pegando nessa ideia, e tendo como base as palavas secretismo e curiosidade, que expectativas existiam no início do projeto e o que era fundamental ser extraído da relação inicial com estes participantes?
MCR - No início, o fundamental foi conhecer. Conhecer quem eram as pessoas, o que faziam ali, porque se inscreveram neste projeto e quais as expectativas. Houve uma altura inicial em que chegamos a falar entre nós, que devíamos ter um texto, uma ideia base, que fosse um apoio ou um recurso, se tal fosse necessário. No entanto, e depois de falamos muito sobre estes suportes, acabamos por abandonar essas ideias. Só através do conhecimento das suas motivações, das suas faixas etárias, das suas origens e dos seus interesses pudemos construir algo mais coincidente com as expectativas de todos. Perceber se têm experiência (profissional de palco) ou não, se têm interessem em determinada área artística. Só através de um núcleo de trabalho identificado, diverso mas com pontos de ligação, conseguimos construir uma narrativa para este trabalho. A ideia do secretismo acabou por ser a fonte deste trabalho, mas que foi ganhando camadas que ajudaram a construir um objeto artístico mais sólido. A nossa primeira curiosidade, confesso, foi perceber o que leva alguém a tornar-se amigo de um Teatro. Porque se tornam amigos de uma instituição, qual o intuito e o interesse de tal facto. A partir daí a ideia surgiu.


Aliás, a noção de amigo é tão lata e abrangente que se foi adaptando a diferentes formatos, situações, dimensões e até contextos. Pegando nessa ideia, há diferentes tipologias de amigo, quase como se os organizássemos por gavetas: há o amigo social, o amigo íntimo, o amigo de infância e até o chamado amigo colorido. Na base de tudo isto, o que é, para cada um de vocês, um amigo?
PM Acho que um amigo é alguém que te recebe sempre sem medo, independentemente do que aconteça. É alguém que te aceita em todas as situações.
MCR É uma relação que implica imensa confiança. Para mim mim este é um conceito fundamental na relação de amizade, a confiança é fundamental, sintetiza tudo aquilo que temos com o outro.


Os vossos nomes não surgem por acaso para este projeto. Para o Teatro Municipal do Porto, interessava que dois amigos trabalhassem com Amigos do Teatro sobre as relações de amizade. Por isso, e sendo amigos, conhecem-se bem um ao outro. Nessa medida, e em jeito de resposta pingue-pongue, o que é que cada um de vocês acha que o outro tem como mais-valia para este projeto?
PM Eu diria que é melhor ficar em segredo (risos).
MCR - Boa resposta, gostei (risos). Acho que não devo revelar o que acho que o outro tem de mais-valia para o projeto, a confiança é mesmo assim.
Paulo Mota Vamos indo e vamos conhecendo ainda mais (risos).


Mas houve e continuam a existir expetativas entre vocês, de um para o outro. Os amigos procuram sempre encontrar mais e melhores coisas nos mais próximos...
PM Sim, nós podemos falar sobre
MCR Eu por acaso não tinha grandes expectativas! Tens uma expetativa em relação a mim?
PM Eu acho que podemos falar sobre isso sem câmaras e microfones (risos). Há uma parte da nossa relação que não é bom que seja pública, é só isso (risos).



Entrevista realizada a 20 de setembro de 2018, no Teatro Rivoli, por Dina Lopes, coordenadora do Paralelo Programa de Aproximação às Artes Performativas)




Maria do Céu Ribeiro é atriz. Concluiu o curso de Interpretação da Academia Contemporânea do Espectáculo (ACE), no Porto, em 1993. Profissionalmente estreou-se com A Tempestade, de William Shakespeare, com encenação de Silviu Purcarete, no Teatro Nacional S. João, em 1994. Fundadora da Companhia As Boas Raparigas, integrou o elenco dos seus espectáculos, como Histórias Mínimas, de Javier Tomeo; O Paraíso, de Alberto Moravia; Fédon de Platão; Mãos Mortas de Howard Barker, Mulheres Profundas/Animais Superficiais, Und de Howard Barker, e todos encenados por Rogério de Carvalho, entre muitos outros espetáculos. Desde 1998, leciona a disciplina de Voz/Expressão Oral na ACE.


Paulo Mota (Matosinhos, 1991) concluiu, em 2010, o curso de Interpretação na Academia Contemporânea do Espectáculo, no Porto. É, desde esse ano, intérprete de teatro e de dança, tendo sido dirigido por Joana Providência, António Júlio, Madalena Victorino, André Braga e Cláudia Figueiredo, Victor Hugo Pontes, Ana Luena, Rogério de Carvalho e Gonçalo Amorim. Em 2016 dirigiu Gaudium, um solo cocriado e interpretado por Ricardo Machado, apresentado no Porto (VAGA e Palcos Instáveis). Atualmente, é professor de Interpretação na Academia Contemporânea do Espectáculo, no Porto.

Informações Adicionais

EM PARALELO...

Sáb 6 Jul / 17h00
WORKSHOP
Aquecimento Paralelo
Com Joana Providência

RIVOLI Sala de Ensaios

Para este Aquecimento Paralelo, os papéis invertem-se. Joana Providência orientará a sessão, preparando os espetadores para um espetáculo criado por dois dos seus mais próximos colaboradores enquanto coreógrafa.

M/12 2,00 eur ou gratuito mediante apresentação do bilhete para o espetáculo



Encontro
Sáb 6 Jul / 17h00
O AMIGO MAIS DO QUE SECRETO

Café Rivoli

Tendo como ponto de partida o projeto continuado O Amigo Secreto, é proposto a todos os interessados uma atividade/encontro onde terão oportunidade de conhecer outros elementos do público, um Amigo mais do que secreto. Para participar basta enviar um pequeno texto onde explica as razões que o levam a ter interesse no espetáculo. O resto é para já secreto e a carta evidentemente também! Mais informações paralelo.tmp@cm.porto.pt. Os participantes nesta atividade irão usufruir de um desconto de 30% na aquisição de bilhete para o espetáculo O Amigo Secreto.


Uma produção do Teatro Municipal do Porto
Direção Artística: Maria do Céu Ribeiro e Paulo Mota
Interpretação: Amigos do Teatro Municipal do Porto portadores do Cartão Rivoli Alegre
Duração aprox.: 1h

Pontos de Referência

Praça D. João I

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